sábado, 11 de janeiro de 2014

Quem intentará acusação?

Leia Lc 5: 33-39 e reflita

Em seguida eles lhe observaram: "Os discípulos de João jejuam e oram com grande frequência, assim como os discípulos dos fariseus; no entanto, os teus vivem comendo e bebendo". (Lucas 5:33)


É de conhecimento de boa parte dos cristãos e até dos não cristãos um grande defeito do povo de Deus relacionado a comida. Quem nunca foi a uma festa e viu aquele irmão comer feito um desesperado como se a comida do mundo estivesse acabando e ele precisasse fazer uma "reserva" para sobreviver mais tempo. Pior, as vezes somos nós mesmo que agimos assim, deixando aflorar em nós o pecado da glutonaria. Meu pastor costuma brincar falando que nós, crentes, não bebemos (bebidas alcoólicas) e não fumamos, mas descontamos este impulso na comida.

Qual foi a minha surpresa ao verificar que este comportamento não é algo novo. Os crentes dos tempos bíblicos já possuíam esta pratica que, inclusive, era algo de chamar a atenção. Eu sei o que motivou os fariseus a irem questionar Jesus a respeito disso foi um espirito de acusação. No entanto, o que me chama a atenção foi a resposta dada por Jesus aos fariseus: “Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o próprio noivo? Contudo, dias virão, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, verdadeiramente, jejuarão”. 

O motivo pelo qual aqueles cristãos estavam comendo e bebendo era a alegria da presença do noivo. No momento em que o noivo se retirasse deles, aí sim jejuariam. 

Não estou com isso querendo pregar contra o jejum, muito pelo contrário, o jejum é um ato de extrema importância para a vida cristã. O próprio Jesus foi um homem de jejuns e orações. No entanto, o jejum não deve ser apenas um ato religioso, não deve ser um jejuar por jejuar ou para cumprir um rito, muito menos para ser visto pelos homens. O jejum tem que ser algo que atraia a presença de Deus para as nossas vidas, sobretudo quando o sentimos distante de nós (v35).

No demais, podemos comer e beber em paz, obviamente guardadas as devidas proporções, pois se Jesus não nos condenou por isso, quem poderá trazer alguma acusação sobre os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica! (Rm 8:33)

Fique na paz!!!!


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