terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Aprenda a depender do Senhor

Leia Apocalipse 22.1-5 e reflita.

Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia, nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre. (Apocalipse 22.5)

dia após dia, o senhor me tem ensinado a confiar mais nele, a cada passo da caminhada. ele me leva para além da minha zona de conforto. conduz-me a territórios novos, mesmo quando minha tendência é ficar em lugares conhecidos. Permite que eu enfrente grandes desafios físicos, mentais e emocionais. Pede que eu faça coisas das quais não sou capaz sem seu poder. em cada um desses momentos, ele me sustenta e me guia.

entrego ao senhor cada dia de minha existência, grata pelo fôlego de vida que ele me dá e decidida a buscar a bênção em todo momento, sem levar em conta as circunstâncias. mesmo quando não consigo enxergar o caminho, e a jornada me deixa apreensiva, sigo a direção do senhor, pois, no fundo de meu espí- rito, sei que esses passos simples de fé estão me preparando para a eternidade.

deus quer que você dependa inteiramente dele, mas isso só será possível com a ajuda do espírito santo. É ele que vai capacitá-la a abrir mão de sua independência e deixar-se conduzir por suas fortes mãos. ore ao senhor hoje mesmo: “dá-me tua sabedoria e teu discernimento e mostra-me o que devo fazer para 
permanecer no caminho que traçaste para mim”. entregue-se a ele e a resposta virá muito antes do que você imagina.

ORAÇÃO


Senhor, dependo de ti para tudo. Abro mão de minha independência. Com tua ajuda, posso superar minhas dificuldades e deixar tua luz resplandecer através de mim. Quero libertar-me do passado e olhar para o futuro eterno contigo. Ajuda-me a te seguir enquanto iluminas meu caminho neste dia.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Louvando a Deus pelo futuro

Leia Apocalipse 19.1-10 e reflita.

“Regozijemo-nos! Vamos alegrar-nos e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou.” (Apocalipse 19.7)

Devemos orar a Deus por ele ser quem é. Devemos orar a Deus pelo que ele fez. devemos louvar a deus pelo que fará. Apocalipse pinta o quadro de um mundo futuro. Um mundo com o lado certo para cima. Descreve uma festa de casamento para a qual somos convidadas; uma festa que inaugura um mundo novo, onde a tristeza e o medo não têm lugar.

Louvar a Deus pelo que sabemos que virá não significa não viver plenamente o dia de hoje. Significa, sim, que parte da doçura de agora antecipa o que virá. De fato, saber o que existe adiante nos permite saborear melhor o que temos, suportar as dificuldades e persistir no caminho corajosamente.

Louvamos a Deus quase sempre pelo que é bom em nossa vida e pela maneira pela qual ele supriu nossas necessidades. está certo. No entanto, também não podemos esquecer de louvar a Deus porque ele remirá um dia este mundo. agradeçamos-lhe antecipadamente pela festa que nos proporcionará — suas filhas amadas — no dia em que ele dará fim à história e a eternidade a seu lado terá início.

Alegremo-nos agora em oração pelo casamento iminente do cordeiro e por estarmos sendo preparadas, como sua noiva, para estar com ele. Vamos louvá-lo porque nosso futuro está seguro e é bom. Vamos adorá-lo agora e agradeçamos pelo privilégio de adorá-lo para sempre no céu.

ORAÇÃO


Senhor Deus, eu te louvo por meu futuro, pois prometeste que ele é bom. Obrigada porque meu fim derradeiro é estar contigo no céu. Eu te louvo pela redenção futura do mundo e por todas as coisas da minha vida. Enquanto te adoro neste momento, agradeço porque um dia te louvarei face a face por toda a eternidade.


Devocional: Bom Dia! Leituras diárias com Stormie Omartian

domingo, 29 de dezembro de 2013

As 95 teses de Lutero.

1 Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.
7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.
15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.
18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.
20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.
30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.
34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.
36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.
37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.
39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.
40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.
41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.
49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.
61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.
62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.
64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.
65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.
68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.
69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.
71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.
75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.
77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.
79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.
80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.
81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.
82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?
83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?
85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?
88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!
93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!
94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;
95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.
1517 A.D.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A Torta de Deus legendado

Bioshock Infinite Soundtrack - 28 - Will The Circle Be Unbroken (Full Ve...

1 pedro 1

14, Como filhos da obediência, não permitais que o mundo vos amolde às paixões que tínheis outrora, quando vivíeis na ignorância. 
15, Porém, considerando a santidade daquele que vos convocou, tornai-vos, da mesma maneira, santos em todas as vossas atitudes. 
16, Porquanto, está escrito: “Sede santos, porque Eu Sou santo!” 


Postagem no Facebook da Alda Célia Cavagnaro

"NATAL é a celebração do fato que o Filho de Deus se tornou filho do homem, para que os filhos dos homens se tornassem filhos de Deus!"

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O segredo da felicidade

SALMOS 23
1, Um salmo de Davi. O Senhor é o meu pastor; nada me falta.
2, Em verdes prados me faz descansar, e para águas tranquilas me guia em paz.
3, Restaura-me o vigor e conduz-me nos caminhos da justiça por amor do seu Nome.
4, Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.
5, Tu prepararás um banquete para mim na presença dos meus inimigos; me honrarás,
6, A felicidade e a misericórdia certamente me acompanharão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor por dias sem fim.

Lendo este texto no dia de hoje me saltou aos olhos algo incrivelmente simples e impactante. Hoje, dia 24 de Dezembro de 2013, vésperas do Natal e se aproximando o novo ano muita gente está inquieta com a insegurança do ano vindouro. Alguns não tiveram um bom ano e outros tiveram um ano maravilhoso, mas a insegurança toma conta do coração destas pessoas. Alguns apelam para as superstições, usando roupas de uma determinada cor na passagem de ano, pulando ondas ou fazendo diversas outras simpatias no intuito de obterem a providência divina em suas vidas para o próximo ano.

O texto acima declara uma verdade imutável e revela um dos maiores segredos da humanidade, segredo este que tem sido o questionamento e a busca de milhares de pessoas no mundo a fora, porém, infelizmente na maioria das vezes esta busca é em locais errados. 

Como posso ser feliz de verdade? O texto explica e, na verdade é algo muito simples. Basta fazer do Senhor o pastor de nossas vidas (v1). Quando assim procedemos, entregando o controle de nossas vidas nas mãos do Senhor, podemos descansar em pastos verdejantes, pois tudo o que precisamos o Senhor providenciará. Inclusive a FELICIDADE e a MISERICÓRDIA do Senhor nos acompanharão todos os dias de nossas vidas.

Que de hoje em diante possamos fazer do Senhor o nosso pastor!!!!



Bruno Ricardo.

sábado, 21 de dezembro de 2013

PALAVRAS DE ESPERANÇA E FÉ

Leia 1 Pedro 3.13-22 e reflita.

Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes. “Não temam aquilo que eles temem, não fiquem amedrontados.” Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. (1 Pedro 3.14-15)
As palavras mais importantes que podemos proferir são aquelas que explicam nossa fé a quem nos procura ou está disposto a ouvir-nos. Precisamos ser capazes de justificar a esperança que há em nós. Devemos orar para que Deus nos conceda ousadia suficiente para expressar nossa fé com clareza. Precisamos pedir que ele nos ajude a tornar claro aos outros por que chamamos Jesus de nosso Messias, por que não podemos viver sem o Espírito e por que escolhemos seguir o caminho de Deus.
Se o amor de Deus e o testemunho de sua bondade e esperança não estiverem em nosso coração, não sairão de nossa boca. Como consequência, perderemos a oportunidade de compartilhar a maior das dádivas.
Suas palavras têm a capacidade de levar vida e esperança às pessoas a seu redor em todas as situações. Peça ao Senhor que ajude a falar de modo edificante, e não destrutivo. Que ele renova em você, a cada dia, a plenitude do Espírito Santo para que o amor e a bondade do Pai celestial transbordem de seu coração, revelando-se nas palavras que você pronuncia.
ORAÇÃO
Senhor Deus, dá-me palavras para expressar a esperança que há dentro de mim, a fim de que eu possa expor minha fé de modo atrativo. Que minhas palavras levem esperança e conduzam outros a um conhecimento mais pleno de ti.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Carta de Abraham Lincoln

"Proclamação a respeito de um dia de humilhação, jejum e oração nacional por sua Excelência Abraham Lincoln, Presidente dos Estados Unidos da América do Norte.”
 
01. “Visto que o Senado dos Estados Unidos, reconhecendo devotadamente a suprema autoridade e justo governo de Deus Todo-Poderoso sobre todas as questões dos homens e das nações, requereu por uma solução que o Presidente marcasse e separasse um dia de oração e humilhação nacionais.
 
02. E visto que é dever tanto das nações como dos homens reconhecer sua dependência do poder governador de Deus, de confessar seus pecados e transgressões, em humildade e tristeza, na esperança certa de que o arrependimento genuíno levará à misericórdia e ao perdão e de reconhecer a sublime verdade anunciada em toda a história de que só são abençoadas as nações cujo Deus é o Senhor.
 
03. E visto que sabemos que, por Sua divina lei, as nações como os indivíduos estão sujeitos a castigos neste mundo, que não temamos demasiadamente que a terrível calamidade da guerra cruel que atualmente desola nossa terra seja punição a nós infligida por causa de nossos pecados de presunção, coma finalidade necessária de obter a reforma nacional, como um povo unido.
 
04. E visto que temos sido os recipientes das melhores bênçãos celestiais, que temos sido preservados durante todos esses anos de paz e prosperidade; que temos crescimento em número, riqueza e poder como nenhuma nação jamais cresceu ainda que nos tenhamos esquecido de Deus.
 
05. Que nos tenhamos esquecido da graciosa mão que nos tem multiplicado e enriquecido e fortalecido. E que temos vagamente imaginado, segundo a ilusão de nossos corações, que todas essas bênçãos têm sido produzidas por alguma superior virtude própria, ainda que tenhamos estado intoxicados pelos sucessos constantes e nos tenhamos tornado auto-suficientes, não sentindo mais a necessidade da graça remidora e preservadora, orgulhosos demais para orar ao Deus que nos criou.
 
06. Cumpre-se, portanto, humilhar-nos perante o Poderoso ofendido, confessar nossos pecados nacionais e orar por clemência e perdão.

 Agora, pois, em aquiescência à solicitação e, estando de pleno acordo com o parlamento do Senado, mediante esta proclamação, marco e separo o dia de terça-feira, 30 de abril de 1863, como dia de humilhação, jejum e oração nacionais. E, por este ato, solicito a todo o povo que se abstenha, nesse dia, de todas as atividades ordinárias seculares e que se una em seus diversos locais de adoração pública e em seus respectivos lares na observância do dia consagrado ao Senhor e devotado ao desempenho dos deveres religiosos próprios a essa ocasião solene.
 
07. Tendo-se cumprido tudo isso, em sinceridade e verdade, descansemos humildemente na esperança autorizada pelos ensinos divinos e, não menos, com perdão de nossos pecados nacionais e com a restauração de nosso país, atualmente dividido e sofredor, para que retorne à sua anterior condição de feliz união e paz. “Em testemunho, assino o nome e ordeno seja afixado o selo dos Estados Unidos. Efetuado na cidade de Washington, em 30 de abril do ano do Nosso Senhor de 1863.
 
Abraham Lincoln– Presidente dos Estados Unidos.”

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Viva em pureza e santidade

Leia 2 Timóteo 2.19-22 e reflita.

“Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, com aqueles que, de coração puro, invocam o Senhor.” (2 Timóteo 2.22)
 
Não se assuste com o título deste dia. Ser pura e santa não significa ser perfeita. É deixar que o Deus santo esteja em você. Não podemos ser santas por conta própria, mas podemos fazer escolhas e manifestar santidade e pureza em nossa vida. Podemos nos separar de tudo o que subtrai a santidade de Deus em nós e podemos morrer para nossos desejos. Somos capazes de fazer isso, pois a Bíblia afirma: “Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.” (Gl 5.24). Somos capazes de viver uma vida consagrada ao Senhor.
 
Para viver em santidade, precisamos nos separar do mundo, isto é, o coração deve se desligar do sistema de valores do mundo e dar valor às coisas que Deus valoriza (cf. Tg 4.4). Peça a Deus que a ajude a se separar das coisas do mundo e a aprender a amar o Senhor mais do que você ama o mundo. É claro que você precisa optar por não assistir a certos programas de TV e filmes, não ler certas revistas e não frequentar certos lugares (cf. 1Jo 2.15-16).
 
Para viver em pureza, precisamos pedir a Deus, que é santo, para purificar nosso coração. É lá que começa tudo o que não é santo. Purificarmo-nos significa limparmo-nos de qualquer coisa que nos contamine. É um processo que realizamos ativamente. Isso significa que decidimos ser moral e eticamente puras (1Jo 3.3). Que o Deus puro, santo e poderoso a conduza a uma vida de pureza e santidade.
 
ORAÇÃO
Senhor, não me chamaste para a impureza, mas para a santificação. Escolheste-me para ser santa e irrepreensível. Sei que fui lavada, purificada e santificada pelo sangue de Jesus. Continua a purificar-me pelo poder de teu Espírito. Faz-me participante de tua santidade; que eu me conserve íntegra. Obrigada porque tu me guardarás pura e santa de modo a estar totalmente preparada para o que tens para mim.
Devocional: Bom Dia! Leituras diárias com Stormie Omartian
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sábado, 30 de novembro de 2013

ORANDO PELOS QUE PRECISAM DAS BOAS-NOVAS

Leia 2 Tessalonicenses 3.1-5 e reflita.

Finalmente, irmãos, orem por nós, para que a palavra do Senhor se propague rapidamente e receba a honra merecida, como aconteceu entre vocês. (2 Tessalonicenses 3.1)
Deus sempre se comunica conosco de modo pessoal e criativo. Cada uma de nós tem uma história única e maravilhosa sobre sua salvação, e todas essas histórias possuem uma coisa em comum. Em algum lugar, de alguma forma, alguém respondeu ao chamado de Deus para espalhar seu amor e levar sua mensagem. Pode ter sido por meio de um sermão, da palavra de um amigo, de alguém que nos presenteou com uma Bíblia ou um livro cristão, ou da oração de uma pessoa. Nessa passagem, Paulo pediu aos companheiros cristãos que orassem por aqueles que divulgavam a mensagem do Senhor, para que ela chegasse a lugares distantes e fosse eficaz, “como aconteceu entre vocês”. Trata-se de um firme lembrete de como Jesus nos salvou e do que ele fez por nós para desejarmos que outros também experimentem seu amor.
Orar é o mais importante que você pode fazer quando tenta alcançar pessoas para o Senhor. Suas orações pavimentarão o caminho para os corações se abrirem e receberem o que Deus deseja falar-lhes. Esteja na linha de frente do evangelismo ou nos bastidores, enquanto estiver orando você será uma parte vital do trabalho de Deus. Além de tudo o que está fazendo para o Senhor, não esqueça de compartilhar sua história sobre como conheceu Jesus. Conte-a muitas vezes. Permita que ela a lembre de orar por aqueles que estão buscando a verdade e precisam ouvir as boas-novas que Jesus tem para eles.
ORAÇÃO
Senhor, usa-me para levar a outros as boas-novas de salvação em Jesus. Assim como usaste outros em minha vida, dá-me as palavras certas, no momento certo, para que sejam atraídos a ti aqueles cujo coração está pronto.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pecados, demônios e tentações em Chaves

Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de “Pequeno Shakespeare”, é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”
 
Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de in­ferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela so­lução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Nin­guém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.
A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.
Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.
Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.
Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.
Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no julgamento final. Uma variação cômica de “Entre Quatros Paredes”, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.
O cenário é um labirinto rizomático, sem centro, começo nem fim. Saindo da vila caem em uma rua estreita que leva a um pequeno parque, um restaurante e uma apertada sala de aula. As variações, como Acapulco, são exceções que confirmam a regra. O universo dos personagens se resume a esse espaço claustrofóbico, onde um ambiente leva a outro que leva a outro que leva a outro, indefinidamente.
Os pecados que cometeram em vida transparecem em suas características, medos e frustrações. Chaves, o Moleque, sempre faminto, cometia o pecado da gula. Glutão inveterado, sua preferência por sanduiche de presunto indica desprezo pelas leis de Deus, que proibiu o consumo de porco, esse animal sujo e de pé fendido. Inimigo de qualquer autoridade moral, apelidou seu professor de “Mestre Linguiça”, outra referência a malfadada iguaria suína.
Seu Madruga, que têm muito trabalho para continuar sem trabalhar, cometia o pecado da preguiça. Exigem redobrados esforços suas estratégias de fuga, para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa. Não é necessário lembrar que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito. Da mesma forma que o 8, o símbolo de adição deitado torna-se o de multiplicação. Deus mora nos detalhes.
A ganância de Seu Barriga é óbvia. Quem mais cobraria o aluguel mensal praticamente todos os dias? Os golpes que o Moleque lhe aplica sempre que chega a vila faz parte de sua punição. O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção. Terry Gilliam não escolhe títulos ao acaso.
O pequeno marinheiro Quico, o menino mais rico da vila, é movido pela inveja. Sempre que vê um de seus pobres vizinhos se divertindo com um surrado brinquedo, cobiça aquela alegria simplória e vai buscar um dos seus, sempre maior e melhor, mas que nunca lhe dá satisfação. O brinquedo do outro, mesmo sendo obviamente inferior, sempre lhe parece mais interessante. Um círculo vicioso de inveja, jamais saciada.
Chiquinha é marcada pela personalidade intolerante, raivosa. Imitando o Pateta, usava o automóvel como uma arma potencializadora de sua ira. Morrendo em uma briga de trânsito, na vila, tenta fazer o mesmo com o triciclo. Não foram poucas as vezes que atropelou pés e brinquedos. Mas a musa que canta a ira do poderoso Aquiles não se ocupa da ira insignificante de Francisquinha. Sendo a menor e fisicamente mais fraca da vila, só lhe resta chorar, chorar e chorar.
Dona Florinda e o Pro­fessor Girafales foram libertinos do porte do Marquês de Sade e Messalina (ou os próprios). Mestres na arte da luxúria, acabaram condenados a eternidade de abstinência sexual. Frigida e impotente, a mente almeja, mas o corpo não acompanha. Consomem infindáveis xícaras de café que, com propriedades estimulantes, alimentam ainda mais o fogo que não podem debelar. O professor Girafales fuma em sala de aula não porque “El Chavo Del Ocho” foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?”. Incapaz de cumprir a primeira parte do ritual erótico, involuntariamente reproduz a segunda. Não por acaso, a trilha sonoro de seus encontros é a mesma de “… E o Vento Levou”. A frase final do filme é “amanhã será outro dia”. Na vila, sempre haverá outro dia e outra xícara de café.
Dona Clotilde, a bruxa do 71, padecia de extrema vaidade. O gênio de Bolaños teve a sutileza de convidar uma ex-miss, a espanhola Angelines Fernández, para interpretar a personagem. Novamente o signo de uma condenação eterna aparece: 71 nada mais é do que 7+1=8. O animal de estimação de Dona Clotilde, significativamente chamado de Satanás, chama atenção para outro elemento importante. A presença de diversos demônios errantes na vila. Trata-se de uma besta transmorfa. Em alguns episódios satanás é um gato, em outros um cão. Diferente do paradoxo do coelho-pato de Jastrow, Wittgenstein e Thomas Kuhn, que servia ao desenvolvimento da razão, o gato-cão é uma representação do misticismo, o cão em “pessoa”.
Em 1589 o teólogo Peter Binsfeld, no livro “Binsfeld’s Classification of Demons”, estabeleceu que cada um dos sete pecados capitais possui um patrono infernal. Sintoma­tica­mente, Lúcifer, nome pelo qual muitos chamam satanás, gera a vaidade. Os outros são Asmodeu que gera a luxúria, Belzebu a gula, Mammon a ganância, Belphegor a preguiça, Azazel a ira e Leviatã a inveja. Não nos enganemos: eles rondam a vila. Aparecem circunstancialmente, para promover desordem, dor e tentação.
Se o gato-cão Lúcifer/Satanás ajuda a difundir o boato de que Dona Clotilde é uma bruxa, me parece óbvio que a bela menina Paty e sua tia Glória são Belzebu e Belphegor metamorfoseados em súcubos, demônio sexuais femininos, prontos para atiçar outros apetites no Moleque e tirar Seu Madruga de seu estado de letargia. Por sua vez, o galã de novelas Hector Bonilla, que visitou a vila, nada mais é do que Asmodeu na forma de um íncubo, demônio sexual masculino, com a missão de tumultuar a relação do casal de libertinos castrados. Nhonho é Mammon, instigando o pai avaro a gastar. Popis é Azazel, esmerando-se em despertar a ira de Chiquinha com sua futilidade enervante. Godinez é Leviatã atiçando a inveja de Quico, com suas respostas tão certeiras quanto involuntárias ao Mestre Linguiça. Figuras de pouca relevância como Dona Neves, Seu Furtado, os jogadores de ioiô, os alunos anônimos na escola, os clientes do restaurante, o pessoal do parque e do festival da boa vizinhança, além de outros coadjuvantes, são entidades demoníacas menores, com a função de criar a ilusão de normalidade.
De fato, os frequentadores da vila parecem inscientes de sua condição. Os adultos por serem alto centrados. As crianças por estarem duplamente amaldiçoados, regredidos a condição infantil, talvez como espelho da imaturidade emocional que os levaram a conduta pecadora. Enquanto muitas pessoas sonham em possuir a experiência da maturidade em um corpo jovem, eles mantiveram o corpo que possuíam na hora da morte, mas quase sem nenhuma experiência. Essas são as sutilezas da burocracia infernal.
O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra dimensão. Seu constante estado de fadiga é resultado do esforço sobre-humano necessário para cruzar as dimensões. Prova disso é a descrição que Jaiminho dá de sua terra natal, Tangamandápio. A despeito de existir de fato, sendo localizada a noroeste do Estado mexicano de Micho­acán, trata-se de uma alegoria. Se­gundo o carteiro, tudo em Tangamandápio é colossal. Seria maior do que Nova York e teria uma população de muitos milhões de habitantes. O que poderia ser tão grande? Obviamente, ela não se refere a uma única localidade isolada, mas a todo o planeta; a  terra dos vivos. As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de “A Origem”, necessário para que possa voltar para realidade.
Em “El Chavo Del Ocho”, Bolanõs, o Camus asteca, criou sua própria versão do mito de Sísifo. O Moleque e companhia estão condenados a empurrar inutilmente por uma ladeira íngreme essa imensa pedra chamada cotidiano, que sempre rola de volta, obrigando-os ao tormento do eterno retorno. A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. É cômico, apesar de trágico.
 

sábado, 31 de agosto de 2013

PEÇA, BUSQUE E BATA

Leia Mateus 7.7-12 e reflita.
“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.” (Mateus 7.7-8)
Se Jesus nos dá instruções para pedir, buscar e bater, por que algumas vezes lutamos para orar? Uma razão poderia ser a incerteza de que Deus vai de fato ouvir e responder. Ou tememos nos desapontar se pedirmos demais ou algo incorreto. A autossuficiência pode impedir-nos de depender de Deus. Talvez achemos que, se Deus sabe o que precisamos antes de pedirmos, não há necessidade de pedir.
O próprio Jesus, no entanto, que conhecia o coração de Deus Pai melhor que ninguém, nos ensina que devemos ser diligentes em levar a Deus as necessidades e buscá-lo pela fé. “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (Hb 11.6).
Muitas vezes relutamos em levar a Deus as necessidades por pensar que os problemas são muito grandes ou muito pequenos ou que resultam de falhas nossas. A boa notícia, entretanto, é que somos filhas amadas de Deus, e ele é nosso Pai amoroso. Temos então liberdade para mostrar-lhe os desejos do coração e pedir que eles se conformem a sua vontade. “Busquem, pois, o reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas” (Lc 12.31).
A promessa de Jesus é que se nós, mães imperfeitas, queremos dar boas dádivas aos nossos filhos, “Quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mt 7.11). Não hesite então em pedir, buscar e bater. Seu Pai celestial ouve e responderá.
ORAÇÃO
Senhor, creio que tu és Deus e que recompensas aqueles que te buscam diligentemente. Tua Palavra diz que desejas dar coisas boas àqueles que as pedem. Peço que os desejos do meu coração estejam alinhados com a tua vontade. 
Devocional: Bom Dia! Leituras diárias com Stormie Omartianwww.mundocristao.com.br

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ESTUDOS SOBRE ORAÇÃO E JEJUM - Parte 8

 
Jesus ensinou seus discípulos a orar e deixou um modelo de oração que deve ser bem entendida. Mais do que uma “reza” prá ser repetida por “papagaios religiosos” a oração do “Pai nosso” tem lições que vamos ver agora, são 10 itens:

1º - REDENÇÃO - Pai nosso ...
Podemos dizer Pai nosso, porque os que aceitaram Jesus são feitos filhos de Deus. (João 1:12)

2º - AUTORIDADE - ... que estás nos céus ...
Ele é o Senhor soberano, criador, todo-poderoso, tem autoridade e nos dá autoridade (Mc. 16:17; Lc. 10:19)

3º - ADORAÇÃO - ... santificado seja o Teu nome ...
O Senhor procura verdadeiros adoradores que O adorem em espírito e em verdade. (Jo. 4:23-24). A expressão “Teu nome” se refere a Deus na Sua totalidade, significa Deus em todos os Seus atributos, é a preocupação genuína em dar toda a glória a Deus Pai. (João 8:50).

4º - GOVERNO - ...venha a nós o Teu reino ...
Deus governa todo o Universo e governa também minha vida, o governo de Deus implica em impactar o mundo através do Evangelho, quando vidas são libertas, famílias restauradas, enfermos são curados, pecadores transformados em santos, o Reino de Deus está sendo implantado. Quando oramos: “venha o Teu reino”, estamos orando pelo sucesso do evangelho, em sua amplitude e poder, é uma oração missionária, e também indica que estamos esperando e apressando a vinda do dia de Deus. (II Pe. 3:12; Mt. 24:14).

5º - SUBMISSÃO - ... seja feita a Tua vontade assim na Terra como no céu ...
Quando eu começo a desejar a vontade de Deus e não a minha, os itens anteriores são verdade, sou filho, reconheço Sua autoridade, O adoro, estabeleço o Seu governo e não do homem, enfim, seja na Terra ou no céu, Sua vontade é perfeita, boa e agradável. (Rm. 12:2). Esse deve ser o desejo de todo crente sincero ansiando para que o mundo inteiro venha a conheçê-Lo também.

6º - PROVISÃO - ... o pão nosso de cada dia nos dá hoje ...
Deus garante a provisão necessária para os seus filhos, isso é a expressão do Seu cuidado conosco. A nós cabe viver na Sua dependência, confiando nas Suas promessas. Cristo começa pedindo pelo corpo.

7º - PERDÃO - ... perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores ...
Perdoar não é uma condição para sermos perdoados por Ele, as palavras demonstram o Seu interesse em nos lembrar da necessidade e importância do perdão. A parábola do credor incompassivo ensinam que a prova que você e eu fomos perdoados é que perdoamos aos outros. O homem que sabe que foi perdoado em virtude do sangue vertido por Cristo, e nada mais, é o indivíduo que sente a compulsão de perdoar os outros.

8º - PROTEÇÃO - ... não nos deixes cair em tentação ...Assim como Jesus estendeu a Sua mão e segurou a Pedro, assim devemos estar pedindo que Deus nos segure com Sua mão porque Ele conhece nossa fraqueza. Jesus é o nosso Pastor e nos guiará em proteção. Nesse sentido Jesus nos ensina a orar e vigiar para não entrar em tentação (Mt. 26:41).

9º - LIBERTAÇÃO - ... mas livra-nos do mal ...
Por qual motivo deveríamos pedir a Deus para sermos resguardados do mal? Pelo grande e admirável motivo que a nossa comunhão com Deus jamais venha a sofrer interrupção. O mal aqui inclui não somente o diabo mas também todas as formas e variedades do mal. Só está livre quem é redimido por Cristo (Jo. 8:32)

10º - SEGURANÇA - ... pois Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre.Quando consideramos as nossas necessidades e também o quanto dependemos d'Ele e as nossas relações com Ele, não podemos parar, dizendo: “livra-nos do mal”. Precisamos terminar nossa oração conforme havíamos começado, isto é, louvando ao Senhor. Podemos chegar com confiança diante do Trono da graça (Hb. 4:16)

Releia toda essa apostila bem como os estudos anteriores e comece a praticar tudo o que o Espírito Santo de Deus tem te ensinado. No próximo estudo vamos entrar na questão do jejum.
Pr. Cláudio Galvão

Um coração inclinado à adoração

Leia Zacarias 7 e reflita.
“Pergunte a todo o povo e aos sacerdotes: ‘Quando vocês jejuaram no quinto e no sétimo meses durante os últimos setenta anos, foi de fato para mim que jejuaram?’”. (Zacarias 7.5)
Zacarias desejava fazer o povo compreender que só adoração, jejum e manutenção dos rituais da fé eram nulos, pois não eram praticados por amor e devoção a Deus.
 
Não basta ler sobre adoração, ouvir hinos de adoração ou ouvir as pessoas adorarem; você deve adorar a Deus verdadeiramente, com o coração cheio de amor por ele. Se estiver adorando a Deus sozinha e não sentir sua presença em seu íntimo, insista até que isso aconteça. Não se trata de ter de se esforçar para que Deus se aproxime de você. Ele escolheu habitar no seu louvor. Entretanto, você precisa reservar tempo para que Deus derrube as barreiras em sua alma e penetre nas paredes de seu coração, a fim de poder derramar-se em você.
 
Deus deve ser sempre o único foco de sua adoração. Ao adorá-lo, porém, dons e bênçãos serão derramados sobre você.
 
Ao adorar você ouvirá deus falar-lhe ao coração porque ele o suavizou e o tornou menos resistente. Ele transformará suas emoções, suas atitudes e seu modo de pensar. Concederá clareza de Espírito para que você possa entender melhor sua Palavra. O Senhor soprará vida nas áreas mortas de sua existência, a remirá e transformará você e as circunstâncias. Deus a libertará do cativeiro, eliminará seu medo e suas dúvidas, fará crescer sua fé e lhe dará paz. O Senhor romperá os grilhões que a aprisionam e a restaurará. O Senhor a elevará acima das circunstâncias e limitações, motivando-a a ajudar outros a encontrar vida nele.
 
ORAÇÃO
Senhor, ajuda-me a nunca chegar ao ponto de não valorizar a tua presença. Sei que meu jejum, minha oração e minha adoração não significarão nada para ti se não significarem nada para mim. Ajuda-me a fazer todas as coisas da maneira que te agrada.

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domingo, 18 de agosto de 2013

Não negligencie o caminhar com Deus

Leia Ageu 1.1-11 e reflita.
 
“Vocês esperavam muito, mas, eis que veio pouco. E o que vocês trouxeram para casa eu dissipei com um sopro. E por que o fiz?”, pergunta o Senhor dos Exércitos. “Por causa do meu templo, que ainda está destruído, enquanto cada um de vocês se ocupa com a sua própria casa.” (Ageu 1.9)
 
As pessoas acabavam de voltar a sua terra, depois do exílio na Babilônia. No entanto, em vez de esforçar-se para reedificar sua vida espiritual, reconstruindo o templo de Deus, preocupavam-se com a condição de sua casa. Interessavam-se mais pelo que os outros poderiam pensar do que com o tempo gasto em comunicar-se com Deus.
 
É uma advertência para nós! Não devemos nos preocupar com as aparências exteriores e com as buscas egoístas, mas com nosso coração e com aquilo que toca o coração de Deus.
 
Ageu transmitiu palavras severas ao povo. Advertiu-os a colocar em ordem suas prioridades. Nós também devemos colocar Deus sempre em primeiro lugar e lembrar que qualquer tentativa de trabalhar para ele sem sua bênção e orientação será improdutiva. Nossos bens materiais não nos satisfarão como ele nos satisfaz.
 
Não permita que algo a impeça de ter seu período de oração diário. Faça tudo o que for necessário para estar com Deus. Peça-lhe que a ajude a não negligenciar seu relacionamento com ele. O que você faz no espírito — louvor, adoração e oração — dura por toda a eternidade.
 
ORAÇÃO
Deus, ajuda-me a não me preocupar com a aparência exterior, com buscas egoístas e com a condição de minha própria casa, mas que, em vez disso, me preocupe com o crescimento espiritual, o serviço altruísta e a condição da tua casa. Quero sempre ter minhas prioridades na ordem correta, de modo que minha caminhada contigo continue sendo mais próxima e mais profunda.
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sábado, 20 de julho de 2013

Orando pela cura

Leia Jeremias 17.14-18 e reflita.

Cura-me, Senhor, e serei curado. (Jeremias 17.14)

Quando você pede a Deus que a cure, a ação provém dele. Cuidar do corpo é uma ação que cabe a você. Ambas são importantes.

Deus sabe que somos incapazes de agir perfeitamente. Foi por isso que enviou Jesus para nos curar. Entretanto, ele também nos chama para sermos bons mordomos do que ele nos dá, inclusive de nosso corpo. O Senhor deseja que vivamos com equilíbrio e moderação, que cuidemos do corpo, sem abusos de nenhum tipo. Ele deseja que o glorifiquemos com o cuidado do corpo porque somos o templo de seu Espírito Santo.

Muitas de nós tendem a pensar: “Tudo o que tenho é do Senhor, exceto meus hábitos alimentares. Esses são meus”. Ou refletimos: “Minha vida é do Senhor, mas meu corpo me pertence e posso fazer com ele o que achar melhor”. No entanto, quando somos do Senhor, precisamos entregar-lhe o corpo, como tudo o mais.

Já ouvi pessoas dizerem: “Não me preocupo em cuidar do corpo, pois, se adoecer, o Senhor pode curar-me”. Este tipo de pensamento presunçoso pode criar-nos problemas. O plano de satanás para nossa vida é prejudicar-nos o máximo possível. E nós o ajudamos com esse tipo de atitude. Sabotamos nossa vida quando não fazemos o melhor para o corpo e a saúde. Peça a Deus que a ajude a resistir ao que a prejudique e a ter disciplina suficiente para agir de modo correto. Deus a ama e a valoriza. Ele deseja que você se ame e se valorize.

Ainda que nos esforcemos em cuidar-nos, adoecer é uma possibilidade, e precisamos de Jesus para curar-nos. Não hesite em pedir-lhe o toque de cura no seu corpo.


Oração
Querido Senhor, obrigada porque, na tua misericórdia, entendeste o quanto precisamos da cura que vem da tua mão. Peço que o teu toque curador esteja sobre o meu corpo hoje e sempre que precisar dele. Ao mesmo tempo, peço a tua orientação e sabedoria para saber como cuidar do meu corpo. 

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Seu falar o denuncia

MATEUS 26.31-75


… Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o
denuncia. (Mt 26.73b.)



Simão Pedro estivera com Jesus por três anos e meio. Juntos, viajaram pelas terras da Palestina, anunciando que chegara o Reino de Deus. Pedro assistira a curas, expulsão de demônios, ressurreição de mortos e ouvira atento os ensinos divinos. Na tempestade do mar da Galileia, vira o Senhor repreender o vento e as ondas. Lembrava-se da noite em que andara com o Senhor por sobre as águas e quando, com a multidão, comera dos pães e peixes que foram multiplicados.



Quando o Senhor Jesus anunciou a sua morte na cruz, a vergonha e o abandono que sofreria por dar a sua “vida em resgate por muitos”, avisou a Pedro que este o negaria. E assim aconteceu. Na casa do sumo sacerdote Caifás, Jesus estava sendo interrogado e maltratado, e Pedro ali se encontrava, assistindo a tudo. Uma criada se aproximou dele e o acusou, dizendo que ele era amigo do réu. Pedro negou. E outra vez lhe disseram que ele também era discípulo de Jesus, pois o seu jeito de falar era como o de quem tinha estado com Jesus. Aquele jeito, não era só por ser da Galileia, mas havia algo em Pedro parecido com Jesus. Então ele começou a praguejar, a xingar e a rogar pragas, para ficar bem diferente do Mestre. Então o galo cantou.



No olhar de Jesus, Pedro encontrou o caminho do arrependimento e chorou amargamente pelo que fizera. Mas é importante nos lembrarmos sempre de que quem anda com Jesus tem um modo de falar peculiar. O
mundo percebe. Não há chingos, murmuração, irritação, mas sim amor, bondade, mansidão, coragem. Toca em meus lábios, Senhor, Com teu toque transformador. Muda meu coração tão murmurador. Dá-me palavras de paz e de bondade, Pois em amor vou divulgar tua verdade.



Pai, dá-me um coração cheio do teu amor para viver como tu queres. Ponha em meus lábios as palavras de vida para saciar o mundo e anunciar que tu és o Salvador. Amém.

É assim que é!

E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. (Romanos 12:2, ARA)

Por causa do formato do meu corpo, minhas roupas têm tamanhos diferentes na parte de cima e de baixo. Da cintura para baixo uso um tamanho um pouco maior. Sempre fui assim. Há muitos terninhos e conjuntos lindos que não posso comprar porque não vendem peças de números diferentes avulsas. Eu poderia comprar dois terninhos e pegar a peça de cada um que preciso, mas então me sentiria na obrigação de encontrar alguém que seja o meu oposto, um tamanho maior na parte de cima e um menor da cintura para baixo, para não sentir que estou sendo esbanjadora! Essa situação costumava me deixar frustrada, até que eu decidi: “É assim que é!”.

Agora eu costumo rir da situação – e rir é um hábito muito importante, especialmente quando vamos ficando mais velhos. Se seu pé é maior do que você gostaria que fosse, se seu corpo não é perfeitamente proporcional, ou se você é mais baixo do que gostaria, não deixe isso frustrá-lo. Decida agora mesmo: “É assim que é!”.

Vou ser feliz com o que me foi dado e fazer o melhor que posso. Nunca se esqueça de que Deus quer que você ame o seu próprio corpo e a si mesmo. Ele espera isso, sejam quais forem as mensagens que o mundo propague por aí. Como diz a Bíblia: “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12:2. ARA). Pense em si mesmo de uma nova maneira. Esteja determinado a dar o máximo de si, e pare de tentar ser o que o mundo diz que você deveria ser.

O mundo pode lhe dizer muitas coisas. O mundo sussurra inverdades em seus ouvidos, e muitas delas são cruéis. O mundo também muda constantemente seus pontos de vista e o que acha ser fashion ou não. Se você começar a seguir o que o mundo lhe diz, estará perdido. Sua amizade consigo mesmo estará perdida. Mas, se ao invés disso, você olhar para si próprio como Deus o vê, então não apenas amará a si mesmo, mas também terá a confiança e a fé de ser uma poderosa força do bem neste mundo.

Joyce Meyer

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Versículos do dia

"não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." Isaías 41:10

"Que a gratidão de vocês seja o sacrifício que oferecem a Deus, e que vocês deem ao Deus Altíssimo tudo aquilo que prometeram! Se me chamarem no dia da aflição, eu os livrarei, e vocês me louvarão" Salmos 50: 14-15

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Seja honesto diante de Deus

Leia Jeremias 12.1-13 e reflita.

Tu és justo, Senhor, quando apresento uma causa diante de ti. Contudo, eu gostaria de discutir contigo sobre a tua justiça. Por que o caminho dos ímpios prospera? Por que todos os traidores vivem sem problemas? (Jeremias 12.1)

Uma coisa notável sobre Jeremias é que ele nunca hesitava em dizer a Deus o que lhe ia na mente. Não corrigia as orações. Confiava em Deus o suficiente para ser plenamente sincero. Deus ouviu e respondeu com misericórdia. Nessa ocasião, Jeremias foi a Deus com um elogio e duas queixas. Ele reconheceu a fidelidade de Deus: “Tu és justo, Senhor”. A seguir, Jeremias despejou uma lista de questões que considerava necessário Deus resolver. Entre elas estava a prosperidade e a paz dos perversos, o que irritava excessivamente o profeta. Por que Deus permitia o sucesso de tais pessoas?

A resposta de Deus apresenta um bonito exemplo de sua paciência. Gentilmente, ele mostrou ao profeta seu erro em tentar dar instruções a Deus. O Senhor não repreendeu Jeremias, apenas lhe disse que sua visão representava só uma pequena parte de um quadro maior.

Deus quer que sejamos sinceros com ele e nos permite desnudar a alma e compartilhar o que temos no coração. Como pai amoroso, Ele ouve e não fica zangado ou impaciente. Se você tiver preocupações e perguntas, apresente-as ao Pai Celestial. Muitas vezes o Senhor vai ajudá-la a ver as coisas da perspectiva dele.


ORAÇÃO

Deus, sei que tu és sempre bom e justo, e não questiono os teus caminhos, mas confesso que às vezes me pergunto por que alguns escapam da morte enquanto outros, que são servos teus — e aparentemente não fizeram nada de errado — passam por tanto sofrimento na vida. Ajuda-me a enxergar essas coisas a partir da tua perspectiva, de modo que possa ajudar outros a fazer o mesmo.



Devocional: Bom Dia! Leituras diárias com Stormie Omartian

terça-feira, 16 de julho de 2013

NOTICIA: Ana Paula Valadão fala sobre encontro com presidenta Dilma

E sobre a Convocação Nacional de Jejum e Oração pelo Brasil



Ana Paula Valadão e outras cantoras e líderes cristãs estiveram com a presidenta Dilma Rousseff orando e proclamando a Palavra de Deus, em Brasília/DF. O encontro foi realizado no mesmo dia em que terminou os 21 dias da Convocação Nacional de Jejum e Oração pelo Brasil.

Durante congresso anual realizado pelo Diante do Trono, na Páscoa deste ano, a profetiza norte-americana, Cindy Jacobs, trouxe uma palavra profética para o Brasil. “Assim diz o Senhor: Estou dando ao Brasil uma segunda chance. Estou dando a vocês uma janela, diz o Senhor, por onde vocês vão começar a orar… Se vocês não se apropriarem desta janela eu vou começar a abalar a economia. O Senhor diz: Eu vou transformar o Brasil. Mas vocês devem transformá-lo a partir dos seus joelhos primeiro. Comecem a clamar dia e noite. Eu edificarei a Casa de Oração para todas as nações a partir do Brasil. Eu vou começar nos campos universitários, nas escolas, nos prédios de governo. Assim diz o Senhor: É o meu desejo derrubar o principado da corrupção e o principado da pobreza porque virei e abalarei tudo o que pode ser abalado. Estou preparando uma geração pioneira. Que se levantem os Joões Batistas! Levantem-se os abridores do caminho que prepararão o caminho do Senhor para a transformação do Brasil”.

Cerca de dois meses depois começou a onda de protestos por todo o Brasil. “Tivemos o entendimento de que estas manifestações populares eram essa janela que nos despertou ainda mais em oração”, conta Ana Paula Valadão, líder do diante do Trono. No dia 25 de junho, a profetiza Cindy Jacobs ligou para Ana Paula trazendo um recado de Deus. “Deveríamos começar 21 dias de jejum, em uma convocação nacional. Ela nos disse que dia 14/7, domingo, iríamos fazer 12 horas de oração nas igrejas. E foi estabelecido que no dia 13/7, iríamos para as ruas orar em lugares estratégicos. O dia 15/7 estava marcado para o encontro de apóstolos que fariam uma caminhada em Brasília/DF para orarem nos prédios do Governo. Assim, também foi estabelecido como último dia do jejum e 12 horas de oração com líderes em Brasília. O Senhor já estava falando a mesma mensagem a diversos ministérios que se organizavam para estas datas sem saber uns dos outros”, detalha.

Dentro dos dias da Convocação o Diante do Trono realizou a gravação CD/DVD Tu Reinas, em Juazeiro do Norte/CE, programada para dia 6 de julho. “Nós cremos que a transformação do Brasil passa pelo Sertão Nordestino. Intercessores de várias partes do Brasil se reuniram por 10 dias para orarem ininterruptamente: oração, adoração e proclamação da Palavra”. Após a gravação o grupo Diante do Trono permaneceu por mais uma semana no Sertão, visitando comunidades sertanejas.

Enquanto estavam no Sertão, a bispa Sônia Hernandes, que estava engajada na divulgação da Convocação dos 21 dias de jejum e oração pelo Brasil, ligou para Ana Paula Valadão contando sobre uma reunião que teria com a presidenta Dilma Rousseff para orar por ela, e convidou para que também participasse, assim como convidou outras cantoras e pastoras. O encontro com a presidenta Dilma seria na sexta-feira (12), Ana Paula não teria como participar pois estava no sertão à caminho de Petrolina, onde gravaria em uma ilha no Rio São Francisco, também na sexta. “Assim que desligamos o telefone entramos em intercessão por ela e pelo encontro na sexta que estava para acontecer. Assim que chegamos em Petrolina, quando o telefone voltou a funcionar recebo uma notícia. A reunião com a presidenta Dilma foi alterada para o dia 15, exatamente o dia que já estaríamos em Brasília, fechando os 21 dias de jejum e oração”.

No sábado, 13 de julho, o Brasil foi coberto pelas orações nas cidades. As igrejas se organizaram e enviaram pequenos grupos para orar em pontos estratégicos. As pessoas oraram em frente aos prédios de governo, prefeituras, escolas, praças, pontos turísticos, etc. No domingo, 14 de julho, foram realizadas as 12 horas de oração – The Call – nas igrejas, em um tempo de clamor pelo Brasil.

O dia 15 de julho, data marcada para o fechamento dos 21 dias de jejum e oração pelo Brasil, foi realizada 12 horas de jejum e oração com os líderes das igrejas em Brasília/DF, na INSEJEC, da apóstola Valnice Milhomes. E ainda, uma caminhada pelos prédios do Governo Federal, para tempos de intercessão pela nação brasileira. “De nossa igreja (Batista da Lagoinha) foram para Brasília nosso apóstolo, Márcio Valadão, pastor Gustavo Bessa, eu, a pastora Ezenete Rodrigues, pastor Ronaldo Farias,  meu irmão, o pastor André Valadão e mais seis pessoas, para participarem destas 12 horas”.

A comitiva de pastores, apóstolos, profetas e adoradores estiveram no Senado Federal, depois no Supremo Tribunal Federal e Palácio da Alvorada. ”Foram momentos muito fortes de arrependimento, de humilhação na presença do Senhor, de intercessão e decretos de Deus para o Senado, para a transformação da política brasileira”.
Ana Paula Valadão, pastora Ezenete e apóstola Valnice se encontraram com outras mulheres que iriam participar da reunião com a presidenta Dilma no Palácio do Planalto. “Fomos encaminhadas para a sala onde a presidenta nos receberia. E ali enquanto aguardávamos já começamos a orar e louvar ao Senhor, todas com um só Espírito”.
Além da presidenta Dilma Rousseff, estavam presentes na reunião os ministros da Pesca, Marcelo Crivella, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Ao entrar na sala de reunião a presidenta foi recebida de pé, com palmas e todas cantaram para ela o corinho “Sobre sua vida vou profetizar, nenhuma maldição te alcançará, sei que Deus tem pra ti um manancial cujas águas nunca cessarão…”. Emocionada, a presidenta ouviu atentamente cada uma das integrantes do encontro.

Ana Paula Valadão conta que a reunião foi um verdadeiro culto a Deus. Cada uma das mulheres tiveram oportunidade de dar uma palavra à presidenta Dilma, testemunhar e cantar para ela. “A presidenta me disse: ‘Ana, você precisa cantar, precisa abençoar o Planalto’. Então eu disse a ela: Vou cantar de pé para honrar ao meu Senhor. E ela: ‘Por favor’. Eu cantei Preciso de Ti, depois, contei sobre a história dos nossos ajuntamentos, da visão que Deus me deu de oração pelo país e citei 2 Crônicas 7.14. E ela falou: ‘Esta passagem tem na Bíblia?’ Ela ficou maravilhada. A ap. Valnice que estava sentada ao meu lado estava com uma camisa que tinha o versículo escrito nas costas dela com o texto. A própria presidenta Dilma leu em voz alta com todas nós declarando 2 Crônicas 7.14: ‘Se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra’. Ela por três vezes repetiu sozinha: ‘sararei a sua terra’”.

A presidenta Dilma convidou as mulheres para orarem por ela, em seu gabinete e não na sala de reuniões onde estavam. “No gabinete da Presidência da República tinha uma Bíblia aberta no Salmos 23. A presidenta nos pediu para marcar na Bíblia dela 2 Crônicas 7.14, Isaías 62 e Joel 2. Para encerrarmos ali de mãos dadas ao redor da mesa dela, ao invés de apenas orar, decidimos proclamar a Palavra. Eu, a apóstola Valnice e a presidenta Dilma líamos Isaías 62 e as demais repetiam. Substituíamos os nomes mencionados em Isaías 62 por Brasil e Brasília. Oramos em todos os lugares ali da sala. Muitos vão ali só para pedir, para tratar alguma situação, mas nós fomos ali só para dar, para abençoar, para orar. Ela pôde sentir que um dos principais papeis da igreja é sustentar nossos governantes em oração”.

Depois do encontro com a presidenta Dilma, Ana Paula, pra. Ezenete e ap. Valnice seguiram para o templo da INSEJEC, no centro geográfico do Distrito Federal, onde foram realizadas as 12 horas da Convocação Nacional de Jejum e Oração em favor do Brasil. “Foi maravilhoso encerrar estas 12 horas com os demais líderes que puderam estar ali. E quero destacar também que em todas as casas de Governo em que estivemos encontramos Cristãos. Porteiros, seguranças, assessores, pastores, pessoas que estão se dispondo a passar dias e horas adorando naqueles lugares. Existe abertura para isso, locais onde estas orações podem ser feitas, como capelas e salas que podem ser solicitadas para esta finalidade. Nossa nação a partir de Brasília está sendo impactada e transformada pelos adoradores e intercessores. Oramos para que isso se espalhe em todos os prédios das cidades. Que mais e mais a Igreja se desperte para um de seus principais papeis que é transformar este país primeiro por meio da oração, em nome de Jesus. Toda honra e toda glória sejam ao Senhor Jesus”, finaliza Ana Paula Valadão.

Elisandra Amâncio

Comunicação DT

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